DESAFIOS DA CONSERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO MODERNO:
O caso a laje de cobertura do Ateliê de Pintura de Roberto Burle Marx
DOI:
https://doi.org/10.59804/rdb.2025.v8.138Palavras-chave:
Patrimônio Moderno, conservação da laje, burle marx, ateliê de pinturaResumo
Objetiva-se neste artigo abordar o diagnóstico do estado de conservação e os desafios e possibilidades de intervenção na laje do Ateliê de Pintura de Roberto Burle Marx e desenvolver diretrizes com vistas à sua integridade e atenuar possíveis distorções de sua autenticidade. O imóvel é um exemplar de arquitetura de forte expressão moderna construído no início da década de 1990, localizado em Barra de Guaratiba, Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro. Erguido para servir como espaço de trabalho e residência do artista, o projeto foi a última obra em vida encabeçada por Burle Marx em seu sítio Santo Antônio da Bica, hoje Centro Cultural Sítio Roberto Burle Marx e patrimônio mundial da Unesco. Com severos problemas no que se refere à estanqueidade da laje de cobertura, o edifício apresenta um quadro de infiltrações generalizado. Após sucessivas tentativas de recuperação ineficazes, este processo de degradação culminou num objeto arquitetônico recortado por falhas técnicas e perda de autenticidade do espaço da laje. Nesta análise, propõe-se apontar critérios de intervenção para o problema da laje de cobertura. Para tanto, foram realizados procedimentos metodológicos de pesquisa histórica da construção e das intervenções do edifício, levantamentos físicos no local, entrevistas e pesquisa documental como desenhos técnicos e fotografias. Esta pesquisa visa colaborar para a anamnese do estado atual de conservação do edifício, tendo como fim subsidiar futuras intervenções e estabelecer como resultados diretrizes intervencionistas para a conservação desse bem cultural.
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