MULHERES À MARGEM:

As arquitetas por trás da modernidade de Brasília

Autores

DOI:

https://doi.org/10.59804/rdb.2025.v8.141

Palavras-chave:

arquitetura, revista brasília, Brasília, arquitetas, invisibilidade.

Resumo

Ao final da década de 1950, as arquitetas Anna Maria Niemeyer e Maria Elisa Costa integraram a equipe de profissionais do Departamento de Urbanismo e Arquitetura da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil, onde desenvolveram projetos de arquitetura, urbanismo e design. Do desenho à construção, participaram ativamente em projetos de grande importância para o conjunto arquitetônico e urbanístico da cidade, como os palácios e a plataforma rodoviária. Mesmo tendo como pais Oscar Niemeyer e Lucio Costa, respectivamente, ou até mesmo por isso, as suas contribuições não foram reconhecidas na mesma medida que aquelas prestadas por profissionais homens que ocupavam cargos equivalentes. Este trabalho se propõe a olhar a trajetória das arquitetas investigando os documentos sob um olhar feminista. Apesar de suas contribuições terem sido subvalorizadas devido ao contexto histórico e social. O artigo aborda também a invisibilidade de arquitetas no Brasil, destacando como, mesmo em cargos de relevância, as mulheres enfrentam desafios adicionais para ter seu trabalho reconhecido de forma justa. Esse apagamento é um tema central na discussão sobre o papel das mulheres na arquitetura moderna brasileira.

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Publicado

2025-12-15

Como Citar

Aliaga, M., Leonel Abreu, L., Dias Coelho, L., & Pescatori, C. (2025). MULHERES À MARGEM: : As arquitetas por trás da modernidade de Brasília. Revista Docomomo Brasil, 8(12), e141. https://doi.org/10.59804/rdb.2025.v8.141

Edição

Seção

Artigos