FAZENDINHA JK:
Arquitetura, memória e luta pelo reconhecimento do patrimônio no cerrado.
DOI:
https://doi.org/10.59804/rdb.2026.v9.1422Palavras-chave:
arquitetura brasileira, Arquitectura moderna, preservação, Oscar NiemeyerResumo
O artigo analisa a Fazendinha JK (Luziânia/GO), última residência de Juscelino Kubitschek. Parte da contextualização do projeto original, de Oscar Niemeyer (O.N), e avança na leitura de sua condição atual. Depois, aborda o complexo processo de tentativa de tombamento da propriedade (2006/2022), evidenciando entraves que fragilizaram as possibilidades de salvaguarda formal em âmbito federal. Nesse percurso, são discutidos os limites do tombamento como principal instrumento de preservação do patrimônio cultural brasileiro. Diante disso, propõe-se o inventário como alternativa ao tombamento como principal e exclusivo instrumento de salvaguarda do patrimônio cultural, dado seu potencial de registro, documentação e mobilização institucional e social. A experiência de França e Portugal, onde o inventário possui força normativa e respaldo legal, serve de referência para repensar os caminhos da preservação patrimonial no Brasil. Conclui-se que, mesmo sem tombamento federal, é viável articular instrumentos de preservação em nível estadual ou municipal, de modo a assegurar a continuidade histórica e simbólica da Fazendinha JK como bem cultural de relevância coletiva.
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