CULTURA E PATRIMÔNIO NO RIO DE DARCY E BRIZOLA

Coerência nos “fazimentos”

Autores

DOI:

https://doi.org/10.59804/rdb.2025.v8.150

Palavras-chave:

Patrimônio moderno no Estado do Rio de Janeiro, Governo Leonel Brizola, Tombamento

Resumo

O artigo pretende analisar as ações de cultura e patrimônio no primeiro Governo de Leonel Brizola no Estado do Rio de Janeiro, por meio do resgate histórico daquelas ações, a partir de pesquisa realizada em arquivos e na bibliografia do período. Aquele governo foi muito inovador em várias áreas da cultura e da educação, principalmente por conta da ação do Vice-Governador (e cumulativamente Secretário de Ciência e Cultura), o antropólogo e educador Darcy Ribeiro. Quanto ao tema do patrimônio, a ação desse governo abrangeu uma variedade de alvos e uma quantidade de espaços ou iniciativas dificilmente igualável. O instituto do tombamento pela via de órgãos estaduais (o Instituto Estadual do Patrimônio Cultural [INEPAC]) foi a ferramenta mais utilizada, envolvendo não apenas a tradição barroca que os órgãos federais da mesma natureza consolidaram como experiência predominante. A prática foi muito positiva, guardando coerência com a obra teórica de Darcy Ribeiro e resultando em numerosa lista. Os resultados chegam até nosso tempo, e o valor daquela experiência poderia inspirar ações similares.

Referências

CALABRE, L. Políticas Culturais no Brasil: dos anos 1930 ao século XXI. São Paulo: Editora FGV, 2009.

CAMPELLO, G. “A nova biblioteca estadual: um centro vivo de informações”. In Revista do Brasil, 1986. Pgs. 68-71.

CAMPOFIORITO, Ítalo. “Patrimônio Cultural: “Onde a cultura existe, dar voz a ela”’. In: Revista do Brasil, ed. Especial. 1986. Pgs. 8-9.

COSTA, Marcus de Lontra. “As artes plásticas fazem a festa dos anos 80”. In: Revista do Brasil. 1986. Pgs. 73-88.

FERRAZ, E. O tombamento de um marco da africanidade carioca: a Pedra do Sal. Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Brasília, DF, n. 25, pgs. 335-339, 1997.

GORELIK, A. Das vanguardas a Brasília: cultura urbana e arquitetura na América Latina. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2005.

PEREGRINO, M. C. SPHAN/Pró-Memória: abertura política e novos rumos para a preservação do patrimônio nacional. In: Revista Confluências Culturais, [S. l.], v. 1, n. 1, pgs. 85–100, 2012. DOI: 10.21726/rcc.v1i1.563. Disponível em: https://periodicos.univille.br/RCC/article/view/563. Acesso em: 6 jan. 2025.

RIBEIRO, Darcy. Teoria do Brasil. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1972,

RIBEIRO, Darcy. Introducción. In: SEGRE, R. América Latina en su arquitectura. México DF: Siglo XXI, 1975.

RIBEIRO, Darcy. Aos trancos e barrancos: como o Brasil deu no que deu. Rio de Janeiro, Guanabara, 1985.

RIBEIRO, Darcy. “São os franceses que voltam”. In: Revista do Brasil, 1986. Pg.66-67.

RIBEIRO, Darcy. “Política Cultural do Rio”. In Revista do Brasil, Ed. Esp. 1986b. Pg. 3.

RIBEIRO, Darcy. O Povo Brasileiro: a formação e o sentido do Brasil. São Paulo: Cia das Letras, 1995.

S/A (sem autor). “E o gênio de Oscar Niemeyer Imprimiu sua marca no Rio”. Revista do Brasil, 1986, editorial.

SANTOS, Joel Ruffino. “Uma resposta à cultura do racismo”. In: Revista do Brasil. 1986. Pgs.106-111.

SEIXAS, Antônio. A contribuição de Darcy Ribeiro à preservação do patrimônio cultural fluminense a partir de seus escritos autobiográficos. In: COSTA, Adriane V. (org). Darcy Ribeiro: intelectualidade e pensamento crítico latino-americano. Belo Horizonte: Fino Traço, 2023. Pg. 350-368.

VELHO, G. Patrimônio, negociação e conflito, Rio de Janeiro, v. 12, n. 1, 2006.

Acervos consultados: Fundação Darcy Ribeiro (FUNDAR), Arquivo Público do Distrito Federal (ArPDF), Fundação Oscar Niemeyer (FON), entre janeiro e julho/2023.

Downloads

Publicado

2025-12-15

Como Citar

Ribeiro dos Santos Godoi, F. (2025). CULTURA E PATRIMÔNIO NO RIO DE DARCY E BRIZOLA: Coerência nos “fazimentos” . Revista Docomomo Brasil, 8(12), e150. https://doi.org/10.59804/rdb.2025.v8.150

Edição

Seção

Artigos