EDIFÍCIO BRASÍLIA:
permanências, transformações e riscos de descaracterização no Setor Bancário Sul
DOI:
https://doi.org/10.59804/rdb.2026.v9.1521Palavras-chave:
arquitetura moderna, patrimônio cultural, preservação arquitetônica, Setor Bancário SulResumo
Este artigo analisa o Edifício Brasília, projetado pelo escritório MMM Roberto para o Setor Bancário Sul (SBS) do Plano Piloto, com o objetivo de identificar seus atributos arquitetônicos e discutir os riscos contemporâneos de descaracterização associados às transformações sofridas ao longo do tempo. Inserido em um conjunto moderno destinado a usos cotidianos e pouco valorizado pela historiografia, o edifício constitui um testemunho relevante da fase formativa da arquitetura brasiliense. A pesquisa adota abordagem qualitativa, de caráter exploratório e analítico, articulando levantamento histórico documental, análise de projetos originais (plantas, memoriais e registros técnicos), visita técnica, documentação fotográfica e comparação entre a concepção inicial e o estado atual do edifício. Os resultados evidenciam a permanência de atributos fundamentais, como a volumetria esbelta, o revestimento em mármore branco e a integração entre arte e arquitetura, ao mesmo tempo em que identificam intervenções que alteram a leitura formal, comprometem a autenticidade e fragilizam seus valores patrimoniais. Conclui-se que a ausência de instrumentos específicos de proteção e a recorrência de adaptações não orientadas por diretrizes de preservação expõem o Edifício Brasília a um processo contínuo de descaracterização, refletindo uma condição mais ampla de vulnerabilidade da arquitetura moderna de uso cotidiano no Distrito Federal.
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