CATEDRAL METROPOLITANA DO RIO DE JANEIRO
Análise tectônica de um ícone brutalista
DOI:
https://doi.org/10.59804/rdb.2025.v8.172Resumo
O artigo tem o objetivo de evidenciar a complexidade do projeto e construção da Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro, por meio de uma análise tectônica fundamentada na teoria de Kenneth Frampton e orientada pelos vetores topos, typos e tectônico. Utilizam-se aqui também as categorias analíticas propostas por Pierre von Meiss – Tecido e Objeto, Forma e Material, Estética da Gravidade, Corpo e Vedação – para articular as características e soluções do projeto com a demanda apresentada. A análise é subsidiada pelo material disponibilizado nos arquivos da Arquidiocese do Rio de Janeiro e visitas técnicas realizadas ao local. Aborda-se o projeto e a construção da edificação no contexto do debate arquitetônico a eles contemporâneo, buscando um diálogo com projetos da mesma natureza, além de situá-lo no contexto religioso consolidado pelo Concílio Vaticano II, determinante para a sua realização. As estratégias adotadas nessa análise acabaram por explicitar a lógica das soluções adotadas no projeto e na construção, apontando novos horizontes de compreensão para uma edificação cuja aceitação valorada como patrimônio arquitetônico da cidade do Rio de Janeiro ainda é polêmica.
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