O PLANO DE MELHORAMENTOS PARA AS ÁREAS VERDES E DE RECREAÇÃO DE SÃO PAULO (1969):
Patrimônio paulistano e referência para o planejamento urbano e paisagístico nacional
DOI:
https://doi.org/10.59804/rdb.2026.v9.1801Palavras-chave:
sistema de áreas verdes;, planejamento urbano;, recreação pública;, preservação ambiental.Resumo
O artigo analisa a proposta do Plano de Melhoramentos para as Áreas Verdes e de Recreação, elaborado para a municipalidade de São Paulo entre 1967 e 1969, liderada por Rosa Grena Kliass e Miranda Martinelli Magnoli. Trata-se da primeira iniciativa de planejamento sistêmico das áreas verdes da capital paulista, cujo modelo de hierarquias e organização perdurou até o início do século XXI. Propõe-se compreender a importância histórica desse plano, examinando suas características para avaliar a relevância de suas soluções na época e sua pertinência contemporânea, especialmente diante da crescente ênfase nos aspectos ecológicos no planejamento urbano. Por meio de análise textual e projetual dos materiais originais, investiga-se o papel das áreas verdes em três dimensões principais: recreação pública, preservação ambiental e instrumento de planejamento territorial. O estudo evidencia como essa proposta histórica dialoga com debates atuais acerca do lazer público e da preservação ambiental, destacando a relevância contínua das áreas verdes no contexto urbano paulistano e reforçando a pertinência de seus conceitos e métodos para o planejamento urbano e paisagístico contemporâneo.
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