ARQUITETURA COMO DIPLOMACIA:
Modernidade e representação nas embaixadas do Brasil em Washington D.C. e Buenos Aires
DOI:
https://doi.org/10.59804/rdb.2026.v9.1814Palavras-chave:
Arquitetura moderna brasileira, diplomacia cultural, arquitetura diplomáticaResumo
O presente artigo investiga a arquitetura moderna como instrumento de diplomacia cultural e de representação internacional do Estado brasileiro, a partir da apresentação e análise dos projetos das embaixadas do Brasil em Washington D.C. e Buenos Aires, realizadas pelo arquiteto Olavo Redig de Campos na década de 1970. A análise se fundamenta no entendimento de que a projeção internacional da arquitetura moderna brasileira resultou de processos de circulação, intercâmbio e negociação entre diferentes atores e contextos, contribuindo para a consolidação de uma imagem de modernidade associada ao país. Inicialmente, o trabalho discute a afirmação da arquitetura moderna como linguagem de representação política no continente americano e sua difusão internacional, particularmente nas décadas de 1930 e 1940. Em seguida, examina como o reconhecimento alcançado pela produção arquitetônica brasileira possibilitou sua apropriação pelo Estado como recurso de afirmação nacional e de inserção diplomática. Por fim, a análise das embaixadas em Washington D.C. e Buenos Aires evidencia como a arquitetura moderna foi mobilizada para expressar, simultaneamente, aproximações políticas e culturais e a afirmação de uma identidade brasileira própria. O argumento principal é que esses edifícios não constituem apenas manifestações materiais da política externa, mas instrumentos ativos de representação, nos quais a linguagem arquitetônica participa da construção de uma imagem nacional e das negociações e disputas simbólicas em diferentes experiências.
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